ANÁLISE FORENSE DE ESCRITA MANUAL

Quando existe escrita à mão numa pintura, trata-se de mais uma oportunidade para provar que estamos perante um trabalho do artista.

As inscrições mais comuns são a data, a localização, o título e o nome do retratado, quando se trata de um retrato ou quando família ou amigos aparecem na composição.

Nomes Kroyer

Na pintura acima, Kroyer escreveu o nome de todos os que estão sentados à mesa.

Analisamos toda a escrita manual muito cuidadosamente. Aqui está a opinião que emitimos sobre três palavras atribuídas ao famoso pintor pós-Impressionista Paul Signac:

Tchepik

Signac

A inscrição refere-se a “chaumieres”, que são casas tradicionais com telhados de palha. Incarville é uma aldeia na Normandia. Na inscrição lê-se “chaumieres a Incarville”. São mostrados abaixo exemplos autênticos da escrita de Signac, guardados nos registos do Getty Museum.

Exemplo autêntico da escrita de Signac, 1887

Exemplo autêntico da escrita de Signac, 12 Jan. 1888

Exemplo autêntico da escrita de Signac, 1897

As primeiras quatro letras são suficientemente fluentes, mas o seu autor atrapalha-se a partir daí. A palavra final é tão confusa que parece de criança. O “r” é pontiagudo na primeira palavra, mas passa a ser raso em “Incarville”. O “v” e o “i” em “Incarville” são desajeitados e o duplo “l” aponta em direcções diferentes. A inscrição parece ter sido escrita por alguém pouco familiarizado com o Francês, que não estava a escrever com a confiança cursiva normal. As letras de Signac são escritas com uma inclinação consistente à direita, mas aqui a inscrição aparece incoerente e dominantemente vertical. Um “i” é vertical, já outro apresenta um ângulo de 45 graus à esquerda. Está claro que Signac usualmente não enlaçava os seus “e”; as letras “e” na inscrição são enlaçadas.

O “m” subordinado aparece várias vezes nas notas de Signac e é muito consistente: um primeiro traço pronunciado, correspondido por dois pontos de seguimento apertados no enlace, semelhantes a um ziguezague. Comparemos com o “m” em “chaumieres”; é mais largo, tem um laço redondo, e um laço pontiagudo. De igual modo, também o “n” subordinado de Signac é pontiagudo, ao contrário do “n” na inscrição da aguarela. O “a” subordinado de Signac é apertado, afiado, por vezes aberto, outras vezes fechado; a inscrição tem letras “a” redondas e trabalhadas. O único “h” subordinado na nota formal de Signac tem um gancho característico no último traço, que está em falta no “h” de “chaumieres”. Em conclusão, não existe virtualmente qualquer semelhança entre a letra de Signac e a inscrição na aguarela.

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